Tarefa 4 – Texto e hipertexto: dois conceitos diferentes? – 13/10/2011

Universidade Federal de Minas Gerais

Faculdade de Letras

POSLIN – Curso de Especialização

 

Disciplina: do Texto: do texto ao hipertexto

Professora: Carla Viana Coscarelli

 

 

Tarefa 4 – Texto e hipertexto: dois conceitos diferentes? – 13/10/2011

 

Afinal, texto e hipertexto: dois conceitos diferentes?

Pessoal,

Acho que vocês compreenderam muito bem as discussões. Não é nosso objetivo aqui chegar a um consenso, mas problematizar. Levantar problemas e fazer propostas.

Não é simples estabelecer uma fronteira muito bem delimitada entre textos e hipertextos, por isso é difícil muitas vezes dizer claramente o que caracteriza as diferenças e, consequentemente, as diferentes abordagens desses textos.

Textos e hipertextos digitais não precisam ser definidos em oposição aos textos impressos, mas como uma forma de ampliação deles. Há muitos elementos comuns entre eles, mas cada um traz algumas particularidades que vocês apontaram bem. Cito um trecho do texto de Amélia de O. Neves, Anderson N. Rocha, Andréia S. Marques e Luciana L. H. de Ornellas:

Navegar em hipertextos digitais requer do escritor/leitor habilidades específicas. É preciso conhecer os novos gêneros textuais, criados no universo digital. O leitor precisa ter um certo domínio das ferramentas de navegação, precisa se familiarizar com o ambientes e linguagens que surgem e desaparecem rapidamente nesse meio em constante mutação.

Precisamos detalhar e entender bem essas habilidades específicas para que possamos contribuir para o letramento digital dos nossos alunos. Como afirmam Breno Belém e Jairo Souza:

É preciso agir na direção de uma postura mais esclarecedora e responsável no âmbito social e educacional, particularmente, no que se refere aos ambientes virtuais que há muito tempo, não são novidade alguma. O uso da internet despontou como um espaço de discussão e também mais uma oportunidade para que gestores e educadores e a sociedade de modo geral repensem o espaço escolar como uma verdadeira extensão da vida social para que inclusive volte a realizar de forma mais coerente o papel a que se propõe: educar.

Gosto da proposta de nomenclatura feita por Ribeiro (2006)

Texto – como materialidade, seja ela qual e onde for;

Leitura hipertextual – como modo de operar não-linearmente, algo que a mente faz de forma balística e natural na leitura de qualquer texto, seja ele oral, impresso ou digital, linear ou não linear em sua aparência;

Hipertexto impresso – no caso de materialidades que simulem a não linearidade da leitura como processo mental;

Hipertexto digital – caso essa simulação ocorra no computador, excluindo o termo ‘eletrônico’, pelos motivos expostos anteriormente. (RIBEIRO: 2006, 22)

Considerar a convergência digital também é fundamental. Muitos de vocês mencionaram isso. Temos no hipertexto digital várias mídias reunidas, temos um design especial para sites, blogs, wikis, entre tantos outros ambientes disponíveis, temos sons, animações, ferramentas de navegação especificas para o ambiente digital. Precisamos pensar em como leitores e autores lidam com tudo isso. Bom, isso é tarefa do trabalho final. Deixo como sugestão a leitura das seguintes pesquisas defendidas na FALE:

Ribeiro, Ana Elisa. Navegar lendo, ler navegando: aspectos do letramento digital e da leitura de jornais. Belo Horizonte, Faculdade de Letras da UFMG, 2008. (Tese de doutorado em Estudos Lingüísticos)

Gualberto, Ilza. Influência dos hiperlinks na leitura de hipertexto enciclopédico digital. Belo Horizonte, Faculdade de Letras da UFMG, 2008. (Tese de doutorado em Estudos Lingüísticos)

Dias, Marcelo Cafiero. A leitura de textos imagísticos em formato hipertextual. Belo Horizonte, Faculdade de Letras da UFMG, 2008. (Dissertação de mestrado em Estudos Lingüísticos)

Novais, Ana Elisa. Leitura nas interfaces gráficas de computador: compreendendo a gramática da interface. Belo Horizonte, Faculdade de Letras da UFMG, 2008. (Dissertação de mestrado em Estudos Lingüísticos)

D´Andréa, Carlos Frederico. Processos editoriais auto-organizados na Wikipédia em português: a edição colaborativa de “Biografias de Pessoas Vivas”. Belo Horizonte, Faculdade de Letras da UFMG, 2011.

 

Não deixem também de ler autores como Júlio César Araújo, Denise Bértoli, Vera Menezes Paiva, Fabiana Komesu, Arlindo Machado, Marcelo Buzato, Alex Primo, entre tantos outros autores interessantes que andam por aí.

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s