SEMANA 1- CONCEITO DE TEXTO 1

 

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SEMANA 1- CONCEITO DE TEXTO 1

15/09/2011 13:24:32

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Texto

Conceito:

 No processo de textualização, um mesmo texto pode ser considerado incompreensível e impróprio por determinados interlocutores, em determinada situação, e ser considerado plenamente inteligível e adequado por outros interlocutores, noutra situação. (COSTA VAL, 2004, p.131) O ponto de destaque dessa citação é a importância das produções linguísticas serem realizadas entre interlocutores que compartilham ‘conhecimentos de mundo’, porque é a partir disso que podemos realizar a textualização, já que um texto não existe por si mesmo, ele depende do compartilhamento dos códigos entre autores e leitores (como já havíamos afirmado anteriormente).

1. ….o texto escrito só existe como texto na medida em que possibilita a reconstrução dos seus sentidos (dos seus discursos) pelo sujeito-leitor a partir do contexto sócio-histórico-cultural no qual se insere;

2. …o texto escrito pode variar tanto estruturalmente quanto tematicamente (quanto ao seu referente) segundo os objetivos dos sujeitos-autores e do contexto interacional, bem como segundo seus pretensos sujeitos-leitores;

 3. …as imagens que os sujeitos-escritores fazem de si mesmos, dos sujeitos-leitores e do referente discursivo do qual tratam, influencia na construção do texto escrito.

 

Referências Bibliográficas

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BAKHTIN, M. Os Gêneros do Discurso. In: Estética da Criação Verbal. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p.261-306.  Duas Orientações do Pensamento Filosófico Lingüístico. In: Marxismo e Filosofia da Linguagem. 11ª ed. São Paulo: Hucitec, 2004. p.69-89. Língua, Fala e Enunciação. In: Marxismo e Filosofia da Linguagem. 11ª ed. São Paulo: Hucitec, 2004. p.90-109. A Interação Verbal. In: Marxismo e Filosofia da Linguagem. 11ª ed. São Paulo: Hucitec, 2004. p. 110-127.

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CECCANTINI, J. L. Tápias; PEREIRA, Rony F.; ZANCHETTA JR., Juvenal. Pedagogia Cidadã: cadernos de formação: Língua Portuguesa. Vol. 1. São Paulo: UNESP, Pró-Reitoria de Graduação, 2004. p.113-128.

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Contextualização:

Mariana Queiroga TABOSA1 (UFMG), aluna de mestrado do curso de Pós-Graduação em Conhecimento e Inclusão Social em Educação, pela Faculdade de Educação (FAE), UFMG. E-mail para contato: marianatabosa@gmail.com.  

In: http://www.filologia.org.br/ileel/artigos/artigo_279.pdf (acesso em: 14/09/2011)

 

 

Apreciação do Conceito:

Durante a realização das pesquisas para definir “texto” percebe-se a dificuldade na conceituação do mesmo. Com a autora deste artigo não poderia ser diferente “Seria possível um conceito de texto escrito?” e na tentativa para encontrar respostas aceitáveis ela procura apoio nasteorias enunciativas, discursivas e sócio-interacionais da linguagem. Através do artigo pode-se deduzir que o texto está intrisecamente ligado ao seu significado e que este depende do leitor, do escritor e dos objetivos da escrita.

 No entanto, o texto existe mesmo para aquele leitor que não compartilha o conhecimento de mundo do escritor. O texto está lá é um objeto palpável e real, embora inacessível á alguns leitores. O contexto sócio-histórico-cultural está ligado ao sentido que o leitor dá ao texto, mas se esta interação não existe “o texto deixa de ser texto?”. Dessa forma, a definição de texto também depende de quem se apropria dele ou não. A pergunta, então, é “a definição de texto e a sua apropriação é uma construção individual?”. Acredito que a construção de significado e apropriação de um texto é individual e não é porque não domino o conteúdo, a linguagem utilizada que o mesmo deixa de ser texto.

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