COMENTÁRIOS DA TAREFA 3

 

Universidade Federal de Minas Gerais

Faculdade de Letras

POSLIN – Curso de Especialização

 

Disciplina: do Texto: do texto ao hipertexto

Professora: Carla Viana Coscarelli

 

Comentários da tarefa 3

 

Pessoal,

 

Os textos estão bons e vocês apresentaram as ideias principais dos textos lidos para os colegas.

Em vários casos as críticas eram muito genéricas e sutis. Vocês podem ser mais firmes e incisivos nas críticas, levantando e propondo questões que precisam ser discutidas.  Alguns de vocês apresentaram as ideias principais do texto seguidas de comentários, questionamentos e avaliações. Isso é muito bom, mas o ideal é que o posicionamento do resenhista esteja em toda resenha. Assim o resenhista vai discutindo, ao longo da resenha, as ideias apresentadas pelo autor do texto, problematizando as questões e/ou apresentando argumentos que reforcem o que foi dito no texto resenhado.

Muitos de vocês ficaram presos ao texto, fazendo apenas um resumo sem o posicionamento que caracteriza a resenha e sem levantar questões que merecem maior aprofundamento e discussão. E outros resumiram o texto e só no final apresentaram um parágrafo fazendo alguma observação sobre o texto. Isso não é tão bom.

Vocês precisam perder o medo de fazer críticas construtivas, questionar os autores ou problematizar as questões levantadas por eles. Alguns de vocês tiveram essa ‘coragem’ e apresentaram críticas e questionamentos muito pertinentes.

 

Considero que a missão cumprida.

Aqui estão algumas questões que ainda podemos discutir:

  • O hipertexto é uma subversão em relação ao impresso?
  • Textos e hipertextos são diferentes? Que aspectos fazem essa diferença?
  • A fórmula TEXTO + IMAGEM + SOM = HIPERTEXTO define hipertexto e separa texto de hipertexto?
  • Todos os textos encontrados na internet são hipertextos?
  • Seria o hipertexto um novo tipo de texto, assim como a narrativa, a dissertação e a descrição ou outro gênero textual?
  • O que vem a ser o hipertexto: um gênero textual ou uma “modalidade” que abarca outros textos?
  • Será que não há nada mesmo novo sob o sol? As wikis repetem as enciclopédias impressas?
  • Como o uso das tecnologias digitais afeta as práticas letradas dos alunos e sua aprendizagem?
  • Só pode ser bom leitor e escritor de textos digitais quem se familiariza com o computador na infância.
  • Existem mesmo os nativos digitais? E eles realmente sabem tudo de computador?
  • O uso constante da internet pelos jovens, por exemplo, estão fazendo deles leitores mais eficientes?
  • Como os professores de maneira geral, têm respondido ao uso das tecnologias computacionais na educação?
  • O gosto pela leitura será adquirido mais facilmente com a utilização das novas mídias tecnológicas no ensino?
  • Será que o indivíduo vai gostar ou não de ler em função apenas do suporte textual?

Não teremos condições de discutir todas essas questões nessa disciplina, mas o mestrado está aí, para quem quiser se enveredar por algumas delas, não é mesmo?

 

Para completar esse comentário, sugiro a leitura de:

COSCARELLI, Carla Viana. Textos e hipertextos: procurando o equilíbrio. In. Araújo, Júlio César (Org).  Linguagem em (Dis)curso. Palhoça, Santa Catarina: PPGCL / UNISUL. vol 9 nº 3, set. / dez., 2009 ISSN1982-4017 (online); ISSN 1518-7632 (impressa). http://linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/0903/00.htm

Há outros textos muito interessantes nessa revista. Aproveitem para dar uma olhadinha neles!

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